Divulgação dos trabalhos literários, dramatúrgicos e musicais de Leonia Oliveira. Os textos podem ser repassados desde que indicada a origem. Disclosure of literature, music and drama made by Leonia Oliveira. The texts can be downloaded from which indicated the origin. La divulgazione della letteratura, della musica e del dramma di Leonia Oliveira. I testi possono essere scaricati dal quale indicata l'origine.
sábado, 26 de outubro de 2013
TRETA!!!: SÉPTALA
TRETA!!!: SÉPTALA: Posto que viste tímida Ainda assim eras cálida Séptala... séptala... séptala ®leoniaoliveira ( all right reserved )
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
TRETA!!!: SAMBA E ALEGORIA
TRETA!!!: SAMBA E ALEGORIA: E aí A rua chorou Não havia seus passos E os meus descompassos Deixou. E aí A avenida fechou Não havia seus laços E me...
domingo, 13 de outubro de 2013
ARTIGOS DE TABACARIA
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ARTIGOS
DE
TABACARIA
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Parecem que
atenuam minha mágoa.
Talvez seja a
sobriedade que carregam,
Talvez sejam as
luvas que seguram
Minhas piteiras
com bocais dourados.
Por outro lado
pode ser que me relembrem
Que sou uma
mulher que freqüenta tabacarias
Com batom
vermelho, chapéus e
Sempre há um
gentil roupeiro
Para guardar
minha estola.
Artigos de
Tabacaria atenuam a
Mágoa que estou
sentindo
Talvez porque me
remetam às conversas sobre charutos holandeses
Que tive com um
gentleman.
Talvez porque
isqueiros muitos se ascendam
Para ascender
meu cigarro
E eu possa
agradecer gentilmente
Aos que me
estendem a mão em um pequeno gesto.
Artigos de tabacaria,
eu os namoro antes de tê-los...
Comprar um Zippo
numa tabacaria não é o mesmo que comprá-lo em outro lugar, qualquer varejo.
Artigos de
tabacaria atenuam minha mágoa
Porque neste
cenário a educação e a elegância
Fazem parte do
enredo como o vinho
Adriano que lá
bebo.
Como os coletes
dos garçons,
Os bancos
E as bancadas.
E o cheiro
aromático dos cachimbos.
Artigos de
tabacaria atenuam minha mágoa:
Retomo a mulher
que sou, que não sabe conviver com a ingratidão que causa esta mágoa.
Relembro que a mulher
que sou não pode conviver com quem não pode freqüentar tabacarias,
Por não conhecer
o ritual do muito obrigado.
Copyright
© 2013 Leonia Oliveira
ISBN: 1482629429
ISBN-13: 978-1482629422
All
rights reserved (in Trigo) Made in USA. Charleston, SC
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
O SENHOR DAS TERRAS DE ARTEMIS
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O SENHOR DAS TERRAS DE ÁRTEMIS
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Sobre o mar da
ilha
Ele está.
Observo e penso,
fotografo o homem em seu mar.
Até então era
apenas
O homem em seu
mar.
Estou caminhando
léguas
Na Beira Mar
Esperando o
horário do barco sul
E queria mesmo encontrar
uma pedra como
A do homem em
seu mar.
Pessoas dividem
rochedos
E é muito fácil
sentar-se ao lado delas
Mas, logo a mim
parece,
Que aquela pedra
pertence àquele homem,
Seja dele desde
sempre
Ou apenas
naquele momento.
Impossível não
me dirigir a ela
E, sentindo-me
uma invasora que bate na porta,
Pergunto ao moço
Se eu o posso
incomodar
Entrando em sua
pedra, em seu mar.
Dá-me um sorriso
luzidio,
Vem à borda da
pedra e me faz a cortesia
De não me deixar
molhar os pés
Para entrar em
sua casa.
É negro, um
jovem negro
E possui um
farnel de livros.
Digo que o
fotografei
E dei à foto o
nome: “O Homem em seu mar”
Que desde longe
me pareceu linda
A composição
dele ébano e o azul marinho
E a certeza de
que todo o mar era só dele.
Ele ri. Ele é
muito simpático
Diz-me seu nome
E pergunta o
meu.
Pára. Olha para
mim e diz que já me leu.
Então me
pergunta o que são neologismos
E chamo os
rochedos de pedrikix
E falo de
Guimarães Rosa
De quem ele não
ouvira falar,
Mas me promete
que lerá.
Falo com ele
sobre Neruda
E ele não
conhece Neruda
E diz que não
tem vontade de conhecer,
Que prefere ler
os autores brasileiros.
Vê a foto que
lhe fiz, todas as fotos que andei fazendo
E lhe revelo que
no outro dia
Em outro barco
Irei fotografar
golfinhos.
Ele me conta que
luta judô,
Que seu pai foi
um grande mestre em judô
E tira fotos
minhas
Agora como se eu
fora a mulher sobre seu mar.
Vejo seus olhos
com luzes
Misturada à água
e lhe digo o signo.
Escorpião.
Eu o já li.
Ele é um rei e
tem uma mágoa.
É um rei ébano
sobre o mar.
Toma-me, pois,
como uma sacerdotisa
Que lhe pudesse
revelar
Como a cura
deveria ser administrada,
Mas não de
pronto, não a ponto
De me perguntar.
Vejo que ele
sofre de algum sortilégio de amor,
De alguém que
não lhe nota a realeza
Nem a doçura
Ou a gentileza.
Mal sabe ele que
naquela ilha passeio
Pelo mesmo
motivo
Naquele início
de janeiro.
A única
diferença entre nós
É que ele já
fora apunhalado
E eu sabia que o
seria.
Creio que
ficamos íntimos,
Pois ficamos
próximos,
Na pedra
continente no mar da ilha,
Em silêncio.
Então eu me
levanto e digo
Que o vou deixar
como o encontrei:
O homem na pedra
sobre o mar.
Ele sorri, ele
sempre sorri
Como um grande
guerreiro,
A maré subiu e
ele passa a terra
Para me fazer
passar.
Falamos ainda
algo muito rápido
Sobre
neologismos e quando me despeço
Pergunto-lhe:
como se chama este seu país?
Fica sem jeito
por possuir um país
E não lhe saber
o nome
Ou por eu
descobrir que ele possui
Um continente e
não o quer nomear.
Qualquer nome,
eu digo, um neologismo.
E ele me diz:
Terra de Ártemis.
Ártemis?
Sim, Ártemis.
Ártemis... viajo
na minha personagem Artemix...
- Nunca nada foi
por acaso mesmo, muito menos sobre o mar -
Ártemis, assim
mesmo, proparoxítono.
Ele é
proparoxítono
Imenso
E não se cuida
disto.
Sorrio e
agradeço a estadia
Que me deu o
Senhor das Terras de Ártemis.
Diz-me que em
seu país posso voltar sempre.
Quem sabe um dia
eu volte
E encontre o
Senhor das Terras de Ártemis
Cuidando de seu
continente sobre o mar
E possamos nos
lembrar do dia
Em que nossas
mágoas se encontraram
E acalentamos um
ao outro
Por algum
desígnio grego.
Copyright © 2013 Leonia Oliveira
ISBN: 1482629429
ISBN-13: 978-1482629422
All rights reserved (in Trigo) Made in USA. Charleston, SC
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
em prosa e verso: ATLÂNTIDA, A VIAGEM... LANÇAMENTO MUNDIAL
em prosa e verso: ATLÂNTIDA, A VIAGEM... LANÇAMENTO MUNDIAL: Atlântida, a viagem... É um livro rico em imaginação, em ficção, em personagens lendários e históricos que passeiam com desenvoltur...
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
LANÇAMENTO MUNDIAL: DIÁRIO DA MENINA SEM MAR
Diário da Menina sem Mar
Authored by Leonia Oliveira
"Agora ela entendeu e me pergunta se eu já tenho namoradinho. Eu, médica, eu só tenho dez anos, daqui a oito anos eu vou poder dizer quem é o meu namorado. E a psicóloga ficou toda cheia de curiosidade e queria saber e tudo o mais, mas eu jurei pro meu pai que nunca ia dizer que eu era a namorada dele, que quando eu tivesse dezoito anos a gente iria se casar e deixar minha mãe berrando e que a gente iria pro mar."
List Price: $15.00
6" x 9" (15.24 x 22.86 cm)
Black & White on White paper
192 pages
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192 pages
ISBN-13: 978-1492332206 (CreateSpace-Assigned)
ISBN-10: 1492332208
BISAC: Fiction / Psychological
ISBN-10: 1492332208
BISAC: Fiction / Psychological
eStore: https://www.createspace.com/4429124
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LANÇAMENTO MUNDIAL : 2 contos patológicos
2 contos patológicos
Authored by Leonia Oliveira
2 contos patológicos!!!
Deliciosamente realista fantástico!!!
A História de uma Velha que Comia Ratinhos + As Impropriedades do Sr. Woll = 2 contos patológicos.
Satírico, político, psicológico, mescla talentosa do estilo de romance moderno com o realismo fantástico!
List Price: $9.00
6" x 9" (15.24 x 22.86 cm)
Black & White on White paper
52 pages
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52 pages
ISBN-13: 978-1492329732 (CreateSpace-Assigned)
ISBN-10: 1492329738
BISAC: Humor / Topic / Political
ISBN-10: 1492329738
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Deliciosamente realista fantástico!!!
A História de uma Velha que Comia Ratinhos + As Impropriedades do Sr. Woll = 2 contos patológicos.
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quarta-feira, 4 de setembro de 2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
domingo, 28 de julho de 2013
ATLÂNTIDA, A VIAGEM... LANÇAMENTO MUNDIAL
Atlântida, a viagem... É um livro rico em imaginação, em ficção, em personagens lendários e históricos que passeiam com desenvoltura em universos paralelos, com uma impressionante naturalidade, apesar de sua extrema complexidade, onde a barreira do tempo é ultrapassada a cada instante. É livro capaz de prender a atenção a partir do prólogo, onde o leitor é transportado para portal do tempo, num enredo que se mostrará surpreendente. É romance cuidadosamente construído em estilo de carta, onde a linguagem coloquial e formal se intercruza propositadamente, tirando do leitor boas risadas entre os diálogos travados entre personagens como Vasti, Lady Stanhope, Ulisses, Jasão, Merlin, Meumã, Xerxes, Platão, dentre outros. Quem poderia imaginar Jasão escrevendo em forma de poesia? Ou mesmo Vasti e Xerxes fazendo mútuas provocações como qualquer casal? Lady Stanhope discutindo com Merlin sobre como se prepara um pato para o jantar ou conseguindo retirar com naturalidade a Excalibur da pedra sob o olhar de um atônito Arthur? Uma nau fenícia comandada por Júlio Verne, onde Leonardo da Vinci e Platão fazem uma viagem misteriosa? Agatha Christie tomando um chá na companhia de Churchil? O grande Xerxes dormindo com um camelinho de argila? E nesse interessante enredo com pinceladas de comédia, às vezes com ar de deboche, podemos transitar entre tantos mundos e tantos personagens, numa grande brincadeira entre a História, as lendas e a mitologia, entre a ficção e a realidade. Então a gente parece perder por completo a noção de tempo. Inteligentíssimo livro. Um passeio pelo mundo e pela história com muita inteligência e bom humor. Se alguém quiser encontrar o caminho que leva ao misterioso reino de Atlântida, basta embarcar nas aventuras de Lady Stanhope e se surpreenderá.
(Grecianny Carvalho Cordeiro)
List Price: $15.00
6" x 9" (15.24 x 22.86 cm)
Black & White on White paper
206 pages
Black & White on White paper
206 pages
ISBN-13: 978-1491218334 (CreateSpace-Assigned)
ISBN-10: 1491218339
BISAC: Fiction / Science Fiction / Adventure
ISBN-10: 1491218339
BISAC: Fiction / Science Fiction / Adventure
segunda-feira, 3 de junho de 2013
CORES E LETRAS, EXPOSIÇÃO NA ITÁLIA
ENGANO
Ela era aquela
Que nunca se quis,
A palavra mal dita,
O acento sem giz.
O fatal desespero
Da falta em gol.
O erro derradeiro,
O apito sem som.
Era quase parada,
Briga de caminhão.
Era quase uma estrada
Uma carreira no chão.
Só mais uma visitadora
De Pantaleão.
Mas ela era aquela
De quem nunca se diz:
O erro derradeiro
De qualquer juiz.
A palavra bonita
Na placa do caminhão.
A boca visitada,
O corpo no chão.
A mentira encarnada,
A filha do ladrão.
POEMA FEITO PARA A EXPOSIÇÃO CORES E LETRAS A SER REALIZADA EM JUNHO NA ITÁLIA
Num salto pulo,
Um breve estalo.
Subo no muro,
Eis-me a cavalo.
Vou comandando
As minhas tropas
De caracóis e gaivotas.
Fadas-madrinhas e lantejoulas
Me colocam a bordo de uma nau de guerra:
Sou rei, leão, sou astronauta
E, embora nauta, sou muitas feras
E acendo com pedrinhas o meu canhão.
Depois, um pouco, um outro encanto
Sento no manto
De volta à selva
Traço táticas aos meus soldados
Um tanto alados, um tanto destros,
Vou desenhando minha aquarela
E explicando,como quem canta,
Como deve ser a manta
Que vestirei
Ao entrar triunfante, cavalo e barco,
Usando um arco e um gavião,
No país dos ogres e dos gigantes
E neste instante
Soa a gaitinha
Da minha vizinha
Que eu não lembrei,
De levar comigo
Na viagem inteira.
Ela abre a porteira,
Do cavalo caio,
Foje meu baio,
Foje minha tropa,
Vai-se embora a gaivota,
Eu acordo no escuro
Não estou no muro,
Não estou na cama,
Minha voz reclama:
Devo estar no sonho
De um outro infante
E daí por diante
- Que sonho medonho! -
Ele sobe num muro
De cavalo chama
E lá vai-se o futuro
A perder a cama.
Um breve estalo.
Subo no muro,
Eis-me a cavalo.
Vou comandando
As minhas tropas
De caracóis e gaivotas.
Fadas-madrinhas e lantejoulas
Me colocam a bordo de uma nau de guerra:
Sou rei, leão, sou astronauta
E, embora nauta, sou muitas feras
E acendo com pedrinhas o meu canhão.
Depois, um pouco, um outro encanto
Sento no manto
De volta à selva
Traço táticas aos meus soldados
Um tanto alados, um tanto destros,
Vou desenhando minha aquarela
E explicando,como quem canta,
Como deve ser a manta
Que vestirei
Ao entrar triunfante, cavalo e barco,
Usando um arco e um gavião,
No país dos ogres e dos gigantes
E neste instante
Soa a gaitinha
Da minha vizinha
Que eu não lembrei,
De levar comigo
Na viagem inteira.
Ela abre a porteira,
Do cavalo caio,
Foje meu baio,
Foje minha tropa,
Vai-se embora a gaivota,
Eu acordo no escuro
Não estou no muro,
Não estou na cama,
Minha voz reclama:
Devo estar no sonho
De um outro infante
E daí por diante
- Que sonho medonho! -
Ele sobe num muro
De cavalo chama
E lá vai-se o futuro
A perder a cama.
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